quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Novidades para 2015

Para 2015, vem mais um blog exclusivo dedicado aos QUADRINHOS. Serão mais de 60 textos publicados periodicamente sob o ponto de vista acadêmico para quem quer se especializar no mercado artístico e de licenciamento.
O leitor acompanhará dicas notáveis, com base em pesquisas aprofundadas e comparadas sobre conceitos, elaborações, desenvolvimentos, originalidade, exclusividade, temáticas, roteiros, apresentações, inserções comerciais, lançamentos, narrativas, cores, adaptações, projetos, administração, modelos, etc.
Aguardem...


Leo Vieira

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Escritor Atemporal

Perdemos um grande artista e também escritor, que nos deixa uma grande lição e conteúdo cultural artístico.
Escrever é um grande dom, uma arte para poucos. São muito poucos os que realmente conquistam tamanha notoriedade.
Qual seria o segredo do texto que conserva a graça e genialidade ao longo do tempo? São muitos.
Pode-se dizer que um texto pode durar na sua graça se for simples. O humor textual deve ser rápido e prático, onde todos podem captar e achar graça. E sempre que for lê-lo, vai continuar se divertindo.
É o exemplo das fábulas. Tantos clássicos que continuam entretendo crianças e adultos e outras gerações de crianças. Uma boa história pode ser contada e recontada várias e várias vezes e continuará sendo especial.
O caráter também fica expresso nas obras do artista. Portanto, seja também humilde e as suas obras lhe engradecerão.

Leo Vieira

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Tenha Tudo Pronto


Este é o modesto conselho que a maioria dos grandes empresários deixam para quem quer se aventurar no mercado cultural, artístico e/ou literário. Muitas vezes podemos ser pegos de surpresa e não ter um material suficiente para o momento de um possível contrato.
Quando um livro é muito bom, a tendência é que o leitor adquira o máximo possível.
Muitos atendentes de livrarias revelam que há clientes que entram para comprar uma lista de livros de um mesmo autor somente pelo fato de ter gostado de uma das obras. Nesta mesma linha, o repertório musical de um artista também passa a ser pesquisado e o fã de um filme passa a colecionar uma série de produtos relacionada a série.
A intenção não é despertar uma megalomania desenfreada ao escritor, mas sim abrir a mente para uma ótica mais comercial e abrangente onde esse alvo cultural possibilita. A arte pode ser transmutada para muitas outras plataformas.
Não adianta você criar um personagem e somente ter uma dúzia de tiras e ilustrações. Ou então um livro inacabado, ou uma música somente incubada pela melodia ou refrão. Personagens de quadrinhos devem ter centenas de tiras prontas, um escritor deve ter dezenas de livros preparados, um músico deve ter um repertório imenso reservado, etc.

Os clientes não vão querer ouvir desculpas e sim soluções. Quando for assinar o seu primeiro contrato, leia todas as cláusulas e tenha certeza de que é capaz de cumpri-las antes do prazo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O Escritor e a Política


O escritor pode trabalhar em diversas plataformas sempre em seu mesmo ofício de criar, elaborar, formular e escrever muitos textos em vários segmentos e temáticas. O escritor publicitário e/ou jornalista pode escrever diversos textos para compor uma grade de programação na televisão ou rádio. Páginas de internet, redação de jornal, entre outros textos de apresentação comercial também são fartamente atualizados com as criações do profissional literário.
Um dos detalhes onde pode ocorrer divergências comerciais é quando um escritor é contratado para desenvolver trabalhos onde não confia ou não tem afinidades. Mas como em todo trabalho, nem sempre o profissional aprecia a sua rotina. A questão do escritor passa a ser mais delicada porque ele precisa passar credibilidade e nessa hora quem fala é o "Eu" profissional da empresa, através do escritor contratado.

No caso da política, como em todo departamento de marketing, o profissional terá que desenvolver um bom histórico do cliente, que é o candidato e também o seu partido. Quando a oportunidade surgir, procure que seja com um partido que já tenha afinidade e com candidatos que já tenha um certo conhecimento. Seja o mais honesto possível e cuidado com alianças que possam obstruir seu caminho literário para futuros clientes.

Leo Vieira

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Argumento


Cada escritor ou roteirista tem a sua forma especial para desenvolver as suas
criações. Não existe regras específicas para isso. Porém é sempre importante
aceitar e comparar técnicas conhecidas de quem já trabalha com isso. Uma das habilidades indispensáveis para quem escreve muitos romances e roteiros é o argumento.
O argumento é o esqueleto do roteiro. Ele serve para dizer o que acontecerá durante toda a trama. É como contar uma história sem nenhuma narração ou diálogo. É um texto repleto de "o personagem X fará isso, o personagem Y fará aquilo enquanto na cidade A acontece isso". O argumento é uma forma do roteirista preparar a história antes de escrevê-la para valer.
Muitas vezes o autor não tem tempo para escrever, por estar atarefado com múltiplos projetos e também estar focado em diversas obras. Neste caso, ele desenvolve os argumentos e os deixam reservados para que os mesmos não se percam nas suas ideias.
O roteirista quando é contratado para desenvolver o texto para um filme ou uma peça, costuma receber instruções do cliente do que será necessário e essencial para a obra. Daí ele pautua e elabora primeiramente o argumento, conferindo e desenvolvendo depois até finalizar o roteiro.
Se você já tem a sua ideia de história, mas não tenha a mínima ideia de como irá movimentá-la para a transformar em roteiro, então é necessário antes aprender a fazer argumento.

Para não se perder na elaboração e concentração, faça o argumento com frases. Oito laudas já são suficientes para um livro comum. Se houver enredos paralelos, coloque a frase em outra cor ou em negrito. Isso o ajudará a se manter concentrado e não se perder na estrutura.

Leo Vieira

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Roteirizando Gibis, Tiras e Histórias em Quadrinhos

O roteiro empregado em gibis e tiras é menos textual e mais visual. Por esse motivo que a ação e o humor devem ser mais desenvolvidos, porque a narração passa a ser um pouco desnecessária, dependendo do enredo.
O roteiro de tira funciona como uma piada. A piada deve ser rápida e prática, sem rodeios, porque fará algo que conhecemos no teatro como "golpe cênico", que é quando uma cena não precisa ser esmiuçada. A plateia capta e reage na hora (com risos, surpresa ou emoção), demonstrando entendimento.
Exemplo: qualquer cena engraçada, trocadilho ou pensamento filosófico pode ser transformada e adaptada para uma tira. Tudo dependerá da praticidade e criatividade.
Já o roteiro para quadrinhos exige enredo. Precisa-se pensar no que você quer focar ao elaborar a aventura de humor ou de ação para o seu personagem e os seus coadjuvantes.
Uma dica para se ter muita criatividade e desenvolvimento para os seus personagens é desenvolver a biografia dos personagens e a trama em volta. Há mais de 80 anos que a Família Disney se estende e por centenas de milhares de histórias em quadrinhos. Isso porque todos nós conhecemos o que acontece em sua "civilização". O Mickey, apesar de ser um camundongo antropomórfico, é o típico jovem adulto americano, com seus problemas pessoais como um emprego modesto, pouco dinheiro, um noivado atrasado, os sobrinhos para tomar conta, entre outros eventuais problemas. Junto com isso, ele também tem bons amigos e alguns inimigos que são necessários para que ele tome decisões inteligentes. Esse arquétipo também é empregado no Donald, na Minnie e na Margarida (os três também são jovens adultos com noivado, emprego simples, pouco dinheiro e sobrinhos sob suas responsabilidades).
Outro exemplo são os super-heróis dos quadrinhos. Se você perceber pelo menos 98% deles são órfãos. O impacto da tragédia e da perda que os motivam a tomar uma atitude punitiva a favor da sociedade, sempre com um apelo extravagante. O vilão que transforma o herói. Quanto mais o herói ficar atrelado à problemas pessoais, como a família, emprego e relacionamentos, mais humanizado ele se tornará, ganhando identificação e caindo no gosto dos leitores. E para dar mais construção e desenvolvimento, é só investir na biografia dos personagens coadjuvantes, com drama e humor na medida certa.

Quando for desenvolver roteiros para uma série de personagens, seja infantil com humor ou jovem com ação ou até mesmo adulto com drama, primeiramente elabore toda a biografia do grupo de personagens, além da história do local. Desta forma, qualquer temática fluirá naturalmente para desenvolver qualquer tipo de história.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Adaptação Para Cinema

Esta forma de adaptação funciona no mesmo esquema de uma adaptação teatral, com a diferença da mesma ser mais expressiva e a cinematográfica mais visual.
A adaptação cinematográfica do livro costuma focar nos aspectos estéticos, fotográficos e musicais de forma mais apoteótica possível. Outro detalhe é que nem sempre ele acaba se tornando fiel ao livro, porque ele acaba focando na visão pessoal de seus produtores e diretores. Por isso que muitas vezes um filme adaptado de livro decepciona tanto.
O filme adaptado de livro não pode ser comparado ao romance original. O filme é apenas uma ferramenta de franquia. Marketing puro, uma homenagem, seja como for. Existem filmes que pescam somente uma vaga ideia do que o livro queria passar. Isso explica o motivo para até mesmo autores se arrependerem de terem vendido os direitos do livro para tal adaptação.
A adaptação cinematográfica é importante para fazer o leitor se atentar à obra. Um filme pode ser mal-sucedido, mas o livro não. O livro sempre sobreviverá.
Uma caricatura não é uma pintura e tão pouco pode ser comparado a uma. A caricatura, ou então o desenho artístico, ou qualquer outro meio de expressão que identifique o original somente tem a intenção de homenagear o modelo dentro do seu limite. O filme adaptado sempre será uma homenagem à ideia original.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Adaptação Para Quadrinhos

Quando a palavra "história em quadrinhos" é lida ou pensada, temos o hábito de imediatamente associarmos aos personagens do Maurício de Sousa ou então qualquer outro personagem infantil ou super-herói. Porém para quem conhece bastante do assunto, sabe que este conceito está muito além disso.
As histórias em quadrinhos têm a importante missão de nos apresentar uma história sob uma ótica mais visual e menos textual. Uma história em quadrinhos pode ser infantil, adulta, séria, entre outras inúmeras formas em que podemos contar e adaptar. Tudo dependerá de como o autor definir.
As adaptações mais infantis podem ficar mais associadas ao estilo cartoon. Já as adaptações de aventura, ao estilo mais conhecido como as dos gibis americanos ou até mesmo os mangás. Alguns dramas podem ser desenhados no estilo europeu, sempre tentando subliminar as narrações através de desenhos e paisagens. Como havia dito antes, que um escritor esculpe a arte com as palavras, o efeito desta vez deve ser inverso.
Agora, se o livro for uma série e tiver personagens marcantes, você pode ir além e ramificar uma revista em quadrinhos própria para tal personagem, desenvolvendo uma arte paralela. Deixe o projeto fluir.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Adaptação Para Teatro




Toda, mas toda história pode ser adaptada para música, novela, desenho animado, história em quadrinhos e teatro.
Por quê? Porque todas eles são histórias. E histórias são adaptáveis. Tudo depende do nível de criatividade do autor.
Eu considero o teatro a melhor forma de expressão do ator. No palco, o ator está acompanhando a reação do público. Ele se desenvolve através das apresentações. Uma encenação nunca será exatamente igual à outra.
O livro em teatro irá se concentrar mais nas emoções e reações dos personagens. Visual, características, manias, personalidades, etc. já as cenas mais complexas, que exigiriam maior interação com cenários distintos, podem então ser descritos pelos personagens.
Se você também é ator e tem um bom relacionamento com uma companhia de teatro, invista nesta experiência. Apresente o seu livro e converse sobre a possibilidade de adaptação. Será algo marcante e biográfico.



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Digerindo Livros Difíceis e Chatos

Todos nós já passamos por isso, principalmente na época escolar. Quantas vezes não tivemos que ler um livro chato, enfadonho e indigesto somente por se tratar de uma imposição de tarefa? Nem sempre estamos preparados para isso.
Acontece também que nós precisamos desenvolver o nosso senso crítico e também de interpretação. E isso se aprende somente em literaturas mais difíceis, como as que nos são recomendadas desde a época da escola. E o aprendizado é uma verdadeira pinça para desatar os nós do aprendizado obscuro.
A partir do momento em que nos entregamos a um livro chato, temos dois dilemas: um é tentar decifrar o que o autor quer nos contar com aquilo. O outro é como que iremos conhecer o autor.
Cada autor tem a sua forma de contar a sua história. É desta forma que um autor se consagra, seja qual obra for. Isso faz uma grande diferença. As histórias complexas nos estimulam no senso crítico e de aprendizado, e desta forma, aprendemos a andar junto com o raciocínio do escritor.
Eu já comentei certa vez de que não existe piada ruim e sim piada mal contada. No caso dos livros também. Existem livros difíceis, mas se você se desenvolver, irá descobrir coisas preciosas que jamais poderia imaginar que encontraria em uma leitura cansativa.
Tudo funciona como uma arte de escavar um terreno acidentado em busca de joias brutas, porém preciosas com a devida lapidação. Então prepare a mente e decifre. É hora de turbinar a sua imaginação.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Ouvindo Música na Leitura e na Escrita

Muitos apreciam essa prática, mas honestamente não recomendo. O cérebro precisa estar mais atento para absorver as informações, além de digerir o conteúdo, fazendo a montagem e esboços do ambiente em que a leitura está lhe conduzindo. Uma mente ocupada em diversas tarefas nem sempre vai lhe proporcionar uma boa viagem literária. É claro que tudo isso é uma opinião pessoal.
Já notou que muitas vezes o motorista diminui ou desliga o som enquanto está querendo ler as placas na estrada durante a viagem? Sem contar também que ficamos mais dispersos em conversar em uma festa com o som ligado.
Nem sempre eu tenho o luxo de escrever com silêncio ambiente. Às vezes surgem ideias e eu tenho que desenvolvê-las com som alto dos vizinhos, ou então com a barulheira rotineira de casa ou do trabalho. Mas ainda assim, há uma grande diferença do que quando estou trabalhando pela madrugada.
Se ainda assim você não resiste em ter que escrever ou ler com música, experimente então com músicas mais suaves e/ou instrumentais. Evite músicas altas e/ou cantadas porque irão tirar a sua atenção.


domingo, 31 de agosto de 2014

Tira-Teima Literário

Esse popular sistema que flagra as ações duvidosas de jogadores de futebol e também dos cavalos na corrida também se aplica na literatura. Isso porque quando escrevemos, nem sempre vamos acompanhar o andamento da história somente pela ótica do narrador. Existem diversos personagens que estão em ação contínua paralela com o protagonista. Neste caso, o autor deve ter atenção para não deixar um determinado personagem no vácuo. Existem situações em que um personagem simplesmente "dorme no ponto" e depois no momento decisivo ele aparece do nada. Isso é incoerência literária.
Quando for tirar o personagem de cena, o autor deve deixar subentendido o que ocorreu fora de cena, seja como for. Os personagens inseridos devem estar em harmonia como se fossem uma engrenagem. Isso deixa a história tão interessante e sustentável quanto um enredo paralelo.
Como treino, antes de escrever, desenvolva os enredos paralelos separadamente. Depois, organize os argumentos, frisando em alguns personagens. E nunca deixe de revisar.


domingo, 24 de agosto de 2014

Contratos Internacionais

Todos sabemos que o mercado editorial vem crescendo progressivamente, com altos índices de vendas no país. Porém sabemos que isso em nada vem afetando positivamente para o lado dos escritores. O que vem crescendo junto com as vendas são o número de publicações e também de editoras. Somos um país que possui mais editoras do que livrarias.
Nesse ritmo, as editoras por demanda surgiram aos montes. São centenas delas que estão pela internet com o anúncio em letras garrafais "Publique o seu livro". É uma ótima oportunidade para quem é leigo no assunto, mas o cliente tem que tomar cuidado para não ter prejuízo em seu investimento literário.
Indo nesse embalo mercadológico, agora tenho notado editoras "estrangeiras" por demanda oferecendo serviços editoriais e demonstrando pseudo-interesse nas obras dos clientes. Isso eu já venho notado há alguns anos, e está preocupando tanto quanto a pertinência em escrever sobre o assunto.
O registro do livro só é válido no país em que é feito. Você precisa registrar o livro lá fora também para que tenha os direitos reservados. Se fosse assim, a Disney, o Mauricio de Sousa, a Marvel e outras produtoras não teriam esse engajamento através de seus escritórios multinacionais.  
Entregar livro para editora estrangeira é o mesmo que entregar a chave do banco para o Al Capone.
É ingenuidade acreditar que um país estrangeiro irá se interessar por um livro
desconhecido. Lembre-se que o "Aventuras de Pi" é um plágio descarado de um livro nacional.

Continuem espertos e não queiram dar um passo maior que a perna na trilha editorial. Tenham paciência que no momento certo, a oportunidade vai chegar.

domingo, 17 de agosto de 2014

Diferença de Contratos


Eu odeio postar indireta, mas essa carapuça vai vestir muito bem naqueles  autores iniciantes que divulgam que fechou um "contrato editorial", com um emotion sorridente, só aguardando a enxurrada virtual de parabéns de colegas e blogueiros adicionados nas redes sociais. Daí você também se prepara para congratulá-lo, mas descobre que o que ele disse foi incoerente, mas também você não quer "jogar um balde de água fria". Talvez o autor novato não entenda a diferença por ser leigo.
Outra ocasião, em um encontro literário, conheci pessoalmente uma colega virtual, também autora. Conversamos sobre nossos livros publicados e atividades literárias, mas ela girava no assunto de que havia um "contrato editorial" com a tal editora, mas que ela havia pago revisão, ilustração, diagramação, registros, lotes, além de cuidar pessoalmente da divulgação. Perguntei se era uma editora por demanda e ela até ficou contrariada, como que se aquilo fosse algo pejorativo.

Isso tem me preocupado porque parece uma mistura de ingenuidade com arrogância e pseudo-estrelismo. Independente de nossas vendas, todos nós, autores iniciantes, estamos no mesmo barco e também não custa nada um pouco mais de aprendizado e humildade.
Se você não quer mais cometer gafes literárias, nem se iludir ou ser iludido; nem passar por desinformado aprenda que ninguém fecha "contrato editorial" com EDITORA POR DEMANDA, e sim "contrato de prestação de serviços". Há diferenças gritantes entre os dois contratos, assim como entre as editoras.

Contrato editorial: A editora investe em sua obra, com revisão, diagramação, arte da capa, registros de ISBN, Ficha Catalográfica e Código de barras; distribuição em livrarias, bancas e/ou lojas; publicidade, assessoria comercial, literária e jornalística; venda e repasse dos royalties.

Contrato de prestação de serviços: O autor que investe em todos os serviços gráficos, inclusive o lote. Não existe departamento de marketing ou vendas. O livro fica em exposição no site. A despesa dos serviços, lotes e a responsabilidade de vendas é totalmente do autor/cliente.

Editora por demanda somente nos oferece serviços gráficos. Se ela demonstrar que está oferecendo serviço editorial sem custo, porém cobrando sutilmente ("é grátis, mas você tem que comprar quinhentos livros"); ela então está te iludindo. Mas se você fecha contrato de prestação de serviços achando que editora é tudo igual, então você que se iludiu.
Ninguém é menos escritor pelo fato de investir em sua obra. Se você acredita em seu potencial, vá a luta, encomende o seu lote e desbrave o maravilhoso mundo literário.
As editoras maiores enxergam números de vendas e por esse motivo, querem ver a sua luta.