terça-feira, 29 de outubro de 2013

Como ser eficiente na escrita?


Ando apresentando diversas dicas úteis sobre como organizar melhor suas construções literárias. Como em qualquer outro trabalho, é comum surgir um momento de cansaço, indisposição, desatenção, entre outro empecilhos. Neste caso, seguem dicas importantes para desenvolver melhor suas atividades.

No teatro e na academia, ficamos um tempo de aquecimento. Da mesma forma, na escrita precisamos de tempo para preparação. Alternar atividades paralelas atrasam muito e despreparam a mente. Portanto, cuide de um texto de cada vez.

Assim como as máquinas que esquentam, nossa mente também sobrecarga e o nível de atenção diminui, provocando perda de concentração (aquele "branco" nas ideias e vácuo na escrita). Beba água, café e vá para a janela. Permita um intervalo de 5 minutos a cada hora.

Mesa com muitos papeis e objetos também não ajudam no momento de escrita. Mantenha tudo limpo, organizado e acessível. Procure digitar sem nenhum navegador aberto, nem que seja para habitual pesquisa.


Coloque em prática as ideias e verá como será produtivo seu tempo e quão notável ficará a qualidade de suas obras.


Leo Vieira

Dia Nacional do Livro

O dia 29 de outubro é especial porque foi o dia de 1810 em que Portugal disponibilizou um gigantesco acervo vindo da Biblioteca Real Portuguesa. Além de livros, também vieram moedas, medalhas, mapas, manuscritos e outras especialidades. Os tesouros culturais foram acomodados no Rio de Janeiro, no Hospital da Ordem Terceira do Carmo. Foi então fundado a Biblioteca Nacional do Livro.
O primeiro livro publicado no Brasil foi Marília de Dirceu, escrito por Tomás Antônio Gonzaga. Na época, o Monarca fazia uma leitura prévia dos mesmos, a fim de liberar ou não o seu conteúdo, funcionando como censura. Muita coisa também era liberada por gosto pessoal, coisa muito comum até os tempos atuais.
O desenvolvimento editorial no Brasil começou em 1925, com o escritor e editor Monteiro Lobato, quando fundou a Companhia Editora Nacional.
Hoje posso dizer que nunca foi tão fácil publicar um livro. É verdade; com uma encadernação pronta e menos de R$ 1 mil disponíveis você pode ter o luxo de contratar uma editora por demanda e publicar de forma profissional a sua obra, seja ela acadêmica ou cultural. O Brasil tem se desenvolvido muito bem de forma independente. Muitos escritores estão desbravando o seu território literário e ocupado o seu espaço. Fico muito feliz em ver alguns colegas e confrades satisfeitos por viajarem e conquistarem seus reconhecimentos através de cerimônias, filiações e outros eventos culturais literários.
Realmente o mercado literário é um caminho acidentado e cheio de pedras. Para ser bem sincero (pra não dizer "franco") eu estou tendo mais prejuízos do que lucro.
Então o conselho continua o mesmo: Ame o que você faça e não espere lucros imediatos, sem deixar de estudar e trabalhar.

                                                                                     
                                                                                                                                             Leo Vieira

terça-feira, 15 de outubro de 2013

As Aulas da Vida


Há muito tempo eu passava pela rotina cansativa de acordar cedo, tomar café às pressas e acompanhar a aula do dia, já esperando o fim de semana para não fazer nada de interessante e assim voltar ao mesmo ciclo. E assim foi até que o tempo passou, eu me formei e hoje olho para trás quando me recordo dessas notáveis datas comemorativas.
Na infância e adolescência, admirava os heróis da ficção, que se apresentavam nas páginas e nas telas. Hoje continuo apreciando de forma mais racional e crítica, ainda preservando um pouco da essência infantil, mas nunca deixo de recordar o heroísmo demonstrado por tantos desses professores que tive a honra de ser aluno.
Sempre fui um aluno muito avoado e distraído. Minha imaginação ia longe nas aulas e sempre me perdia nos pensamentos.
Aos 8 anos de idade, durante uma aula, estava redesenhando vários personagens, nas últimas folhas do caderno. A professora me advertiu, mas não deixou de me aconselhar no fim da aula e com o dedo em riste que eu tenho que me dedicar pela manhã aos estudos e pela tarde à arte.
A grande diferença do conselho é se você o colocará em prática. Outro conselho importante que eu ouvi de uma professora é para nunca parar de estudar. E assim tenho feito. Vida acadêmica e artística devem andar juntas, porque serão os estudos que abrirão as portas mais difíceis.
Se esforce em ser sempre uma pessoa de bem. Porque a vida do pai será o caderno de exercícios dos filhos.

                                                                                                                             Leo Vieira

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Literatura Fantástica: Recriando


Ultimamente, na Literatura e nos cinemas (onde é muito mais evidente) a literatura fantástica está tomando espaço no reinvento de remake de muitos enredos do passado.
Isso está cada vez mais comum em um mercado onde a criatividade parece estar um tanto quanto saturada e o público busca mais uma novidade mais visual. Infelizmente, nos livros se tem visto isso também, cujo títulos embarcam na onda de outros livros mais populares. Até mesmo o "50 Tons de Cinza", de E.L. James, ganhou versões semelhantes no mesmo gênero e enredo. A série Crepúsculo, de Stephenie Meyer, também deu uma cria imensa, com direito a prateleira própria reservada para temas vampirescos em diversas livrarias.
No cinema, a aposta para aproveitar um tema com mais criatividade é apelar para a literatura fantástica. Um exemplo muito claro é "Avatar", de James Cameron. Ao analisar o roteiro, vemos que não tem nada de original. É a mesma história de "O Último dos Moicanos", "Dança com Lobos" e "O Último Samurai". Um personagem se infiltra com uma tribo inimiga e acaba se voltando contra os seus compatriotas. No caso do "Avatar" apenas incrementaram com uma vasta tecnologia e surrealidade, transformando a ideia original (tribo indígena), por uma tribo alienígena em um planeta distante.
Star Wars é uma história de faroeste no espaço, Star Trek é uma história de expedição também com o espaço como cenário. O esqueleto é o mesmo, porém a inserção  de vísceras para sustentar o corpo da história é diferente. Mas no aspecto comparativo são todos iguais. A criatividade do autor que vai diferenciar.
Compare os detetives da literatura. Existem vários. Mas também parece que todos são muito diferentes. Isso porque cada autor procura se atentar às semelhanças literárias e focar o seu estilo na construção das obras. O americano Robert Langdon (de Dan Brown) e o português Tomás Noronha (de José Rodrigues dos Santos) são personagens extremamente parecidos. Ambos são professores universitários e sempre são convidados para solucionar enigmas, que acabam tomando proporções no nível de Indiana Jones. Porém a grande diferença deles estão no estilo literário. Enquanto Robert Langdon é narrado por diversos labirintos e um desfile de curiosidades durante o decorrer das páginas, Tomás Noronha atravessa a aventura em uma narrativa mais verossímil, com aspecto de texto de reportagem jornalística, fazendo o leitor até mesmo acreditar em certos pontos da ficção.


Ao aproveitar uma ideia já conhecida, estude e pesquise muito. A receita do bolo é a mesma, porém a sua habilidade que tornará o quitute mais especial. Tenha boa dosagem ao confeitar a escrita para garantir bom apetite na leitura!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Feira Literária


Estamos tendo em alguns Estados a Bienal do Livro, que é um circuito literário onde muitas editoras e escritores aproveitam para se promoverem. O evento conta com a ajuda e apoio do governo e de grandes empresas.
A Bienal também é uma ótima oportunidade de conhecer as novidades literárias, além de escritores famosos (e até tirar fotos com eles), adquirir bons livros acessíveis (até mesmo autografados na hora!) e passar ótimos momentos em confraternização com outros amantes da leitura e da literatura.
Infelizmente, evento desses tipos não são para todos. Com o tempo a Bienal foi ficando mais tomada por burocracias e os custos para aluguel de stands têm se tornado alto demais e para quem ainda não têm uma editora para apoio, acaba se tornando mais caro.
Seria muito bom que as prefeituras se mobilizassem para as feiras literárias populares, onde pudessem cuidar e coordenar espaço e instalações, apoiando escritores iniciantes, que cuidariam em providenciar apenas os seus lotes de livros. Eu tenho feito isso, coordenando dois projetos literários em minha cidade, mas seria melhor se outros escritores também abraçassem essa nobre causa.

DICAS:
- Participe de eventos culturais e literários em sua cidade. Não adianta querer criar algo, estando por fora do que acontece por perto;
- Pesquise como são organizadas as Bienais e outras feiras de livros em outras cidades (várias fontes na internet e nas prefeituras). Leia os releases, organogramas, e outras fontes de informação, porque irá "fermentar" as suas ideias;
- Faça um bom curso de elaboração de projetos e captação de recursos. Existem até cursos gratuitos promovidos pela prefeitura de sua cidade. Isso é bom porque além do aprendizado, lhe ajudará a conhecer mais pessoas também com a mente interessada em desenvolver ideias;
- Participe das reuniões abertas ao público na Secretaria de Cultura e Educação. Formule ideias, projetos e faça acontecer. Se algo não for concretizado, você pode vir a ser convidado a participar de algum outro projeto cultural;
- Se você acha que não aprendeu o suficiente a formular e desenvolver projetos, contrate então o serviço profissional. Além do reconhecimento, coordenar projetos profissionais se torna algo nobre e biográfico para a sua carreira literária. 


E por fim, não tenha medo. Pense, planeje e haja! Existe um caminho muito estreito e acidentado (um pouco espinhoso também) que somente poucos se atrevem a percorrê-lo. É o caminho da realização que o levará ao posto da conquista.
Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em várias Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em São Gonçalo e Doutor em Teologia e Literatura.