sábado, 29 de junho de 2013

Porque a Heráldica é Importante

Um dos estudos que eu mais gosto além da Etimologia é a Heráldica. Saber a origem dos nomes é fundamental, mas saber a dos sobrenomes se torna essencial e proporciona uma experiência cativante a todos.
As palavras têm as suas origens por meios de associações e vão variando à medida que vão conquistando seu espaço no vocabulário regional. Um exemplo atual são as linguagens virtuais se tornando cada vez mais comuns e ganhando espaço no dicionário.
Os nomes de regiões e os de batismo vêm de referências aos seus países de origem. O meu nome tem origem teutônica e significa "bravo como o leão" (quem me dera, he he).
Muitos nomes também podem influenciar na personalidade, portanto, seja sábio e sensato na hora de escolher os nomes para os seus filhos.
Nomes simples, apesar de comuns e modestos, nunca saem de moda. Eu gosto mais dos nomes femininos que se assemelham a joias, como Jade, Pérola e Cristal; e também os que se assemelham à flores, como Jasmin, Angélica e Hortência. Afinal, as mulheres são dádivas preciosas, delicadas e graciosas. Para batizar homens, sejam filhos e/ou personagens, nomes que não tiverem “Y”, “K” e/ou “W”, já é um bom começo.


Agora, vamos aos sobrenomes:
VIEIRA é sobrenome originário de Santiago de Compostela, na Galícia, norte de Portugal. Por volta de 1120, quando D. Afonso Henrique procedeu a unificação e criou o reino de Portugal, havia, na época, mais de cinquenta famílias na região e uma delas era a dos Vieiras. Com a criação do reino de Portugal, a família Vieira deslocou-se para as cidades portuguesas de Leiria e Minho. Os Vieiras que chegaram ao Brasil teriam embarcado na cidade do Porto e desembarcado em Pernambuco de onde se espalharam por todo o Brasil.
Os meus antepassados Vieira vieram dos escravos que ganharam o sobrenome de seus senhores com a Abolição da Escravatura (é, eu tenho um pezinho na senzala).
Fiquei mais curioso e me aprofundei mais sobre de onde teriam vindo os patriarcas dos Vieiras portugueses. E adivinha? Dos escandinavos! Isso mesmo; na linhagem das famílias vikings existem os "Wieora" (mas eu não sou descendente dos bárbaros).

E a vieira na verdade é o quê? Não é aquela viseira na cabeça do cavalo que puxa a carruagem, apesar da semelhança no nome.
Vieira é um molusco refinado com concha dourada em forma de leque. Conhecido como Scallop (em inglês) e coquille saint-jacques (em francês). Na culinária, é uma iguaria mais requintada que a lagosta (!). A vieira também é símbolo de heráldica e está presente em "O Nascimento de Vênus" de Botticelli (quanta nobreza!).
Apesar da aparência estática, são boas nadadoras e muito resistentes (por isso estampa o brasão dos nobres navegantes).
SILVA é sobrenome originário de uma região portuguesa perto de Valença chamada Torre de Silva (amoreira). Nesse local, teve a sua origem o Reino de Leão, e por isso seu brasão de armas faz referência a ele, sendo um leão vermelho (ou purpura) armado e lampassado de vermelho ou azul, sobre um campo prata.
Silva também vem do latim, que significa selva, floresta e/ou bosque. Silva é o nome da árvore da amora, muito popular no norte lusitano.
O sobrenome é muito comum no Brasil em razão de ser o mais adotado pelos escravos e também por europeus que se refugiavam no Brasil, se passando por anônimos.
Portanto não tenha vergonha de seu sobrenome Silva; você pode ter sido descendente de um nobre estrangeiro que não queria aparecer.
Os meus antepassados Silva vieram dos alemães (por isso esse meu desprovimento de melanina). O meu bisavô paterno era filho de alemães que tentaram vida nova no Brasil, no século retrasado. Trocaram o "Schmidt" por "Silva" para não haver preconceito, tão comum naquela época.
Os Vieiras portugueses vieram dos escandinavos; e os Silvas portugueses? Do Oriente. Desde a época do Reino dos Godos, alguns príncipes adotaram o sobrenome.

Como podem ver, minha árvore genealógica é muito humilde. Sou filho de escravos e de imigrantes alemães. Meus sobrenomes, apesar de comuns, têm origens nobiliárquicas e carregam uma notável história que passou por muitos pontos importantes da história do desenvolvimento das nações.
No fim, gostei de saber que sou um Leão duas vezes: no significado do nome e na história do sobrenome.
Que assim seja na vida de todos nós: Bravos como o Leão em seus propósitos, conquistando o seu espaço na selva; Nobres, Resistentes e com grande Valor em seu interior, como a Vieira; e Fortes e Acolhedores como a Silva, a Árvore Real de Valença.
Claro, tudo isso sem nunca esquecer de nossas origens humildes, porque assim como a Silva (e também em qualquer outra árvore), somos grandes e fortes porque nos sustentamos sob nossas raízes.

"O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade antecede a honra."
(Provérbios 15:33)

"A recompensa da humildade e do temor do Senhor são a riqueza, a honra e a vida."
(Provérbios 22:4)

"Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido."
(1 Pedro 5:6)


Quando nos humilhamos perante Deus, nos tornamos honrados e nobres. Somos todos iguais perante o Senhor e um dia, todos nós faremos parte de uma só Família Real e Eterna.
A Heráldica Divina é a nobreza mais importante que devemos buscar e conquistar. Pensem nisso!

Leonardo Vieira Silva
escritor

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Resenha: O Último Beijo (Cacá Adriane)- Editora Dracaena

       Para ser bem sincero, eu odeio livros "vampirescos" e quando eu leio uma sinopse em que uma adolescente ingênua se apaixona por um homem esquisito e arrogante, descobrindo no andar das páginas que ele é um "vampiro vegetariano narcisista e fresco" começa a me dar "urticária literária".
       Porém, como um bom leitor, jamais irei julgar uma obra pelo seu gênero literário. Por isso, me atentarei mais na construção literária e qualidade editorial, ressaltando os pontos fortes.
       "O Último Beijo", apesar do nome, é o primeiro livro de uma trilogia da curitibana Cacá Adriane. Publicado pela Editora Dracaena, a obra de 294 páginas tem uma ótima qualidade gráfica, com uma capa exuberante e acabamento impecável. A sinopse sucinta é convidativa para a imersão imediata na leitura. A trilha escolhida para representar a obra (Aurora- da banda curitibana Haarp) foi bem selecionada pela
autora para aguçar emoções durante o embalo da leitura.
       A história começa com uma boa apresentação de conflito. A heroína da história narra um pesadelo. Jasmim Acaiah (o sobrenome significa "anjo da guarda" em hebraico) é uma adolescente que praticamente vive sozinha (é órfã de mãe e seu pai é muito ausente). Ela conta com a sua melhor amiga Ana, que é tagarela, espevitada e responsável por alguns lances humorísticos na aventura. Tudo muda para jovem Jasmim quando conhece Gabriel De La Cour (o sobrenome significa "o tribunal", em francês), ou Gabe, como ele prefere ser chamado. A história segue num conflito de emoções da personagem, que passa a amá-lo e odiá-lo quase que simultaneamente.
       O livro tem o arquétipo dos romances adolescentes femininos, sem apelar para muitos clichês. Tem algumas características de Crepúsculo, com uma menina dispersa nos pensamentos, que mora sozinha com o pai e tem uma grande experiência na escola, ao conhecer um rapaz excêntrico, misterioso e galanteador. Porém nessa parte de amor e ódio, deixou um ponto interessante, que faz prender o leitor até a última página (sim, eu também li tudo de uma vez). Eu devo ter feito mais caretas que o Calvin durante as quase quatro horas ininterruptas de leitura. O romance provoca fortes emoções. Assim como em um filme de suspense, que faz a gente mudar de posição no sofá e murmurar inutilmente conselhos para a vítima, estapeando a testa várias vezes, em "O Último Beijo" também é assim. Tive vários surtos de revolta no
decorrer dos capítulos. Em muitos momentos, fiquei com muita raiva da Jasmim, que tem uma ingenuidade irritante. Posso até compreender que o fato dela não ter tido mãe e pouca atenção do pai pode até mesmo deixá-la confusa no discernimento para as emoções afetivas, tão comuns na idade. Só que a Jasmim estava apaixonada por um completo cafajeste que tinha namorada na mesma escola. Eram tantos galanteios e
foras alternados que eu cheguei a pensar que a menina não tinha amor-próprio pra
aceitar tamanha humilhação.
       Mas tudo aquilo tinha um sentido e acaba coroando o desfecho da obra com excelência.
       Afinal, o Gabe é vampiro, zumbi, elfo, duende ou outra criatura? Na verdade, ele demonstra não ser nenhum deles, apenas conserva umas características anormais que faz o leitor tentar descobrir ao longo da aventura.
       Os personagens são bem construídos e o romance fecha com um bom gancho para a
continuação ("O Último Olhar"), a qual eu também aguardarei para ler.
       É um romance para meninas, mas é leitura indispensável para escritores que pretendem melhorar a qualidade de construção emocional das personagens femininas.
       Parabéns a autora, Cacá Adriane, que está começando muito bem a sua carreira literária. Parabéns também a Editora Dracaena e para a gráfica Bandeirantes, que deram um ótimo visual para o livro.



 Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em 32 Academias de Letras e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura. 

  

terça-feira, 11 de junho de 2013

Queremos uma Bienal em São Gonçalo


Eu sou escritor acadêmico, comendador, produtor cultural e trabalho para a promoção da cultura, e a inclusão social das pessoas que não possuem acesso à arte e literatura, onde a feira literária também será ferramenta de popularização da leitura, levando, portanto a feira a comunidades carentes, instituições de caridades e espaços alternativos para a periferia da cidade, caso você, empresário, queira pleitear o Patrocínio do projeto, aprovado pelo Ministério da Cultura para o nosso projeto Cultural, por favor, entre em contato:

NOME DO PROJETO:  I Circuito Cultural Literário - São Gonçalo

CADASTRO NO MINISTÉRIO DA CULTURA: PRONAC:  127318

PERÍODO DE REALIZAÇÃO DO PROJETO: 04 MESES;

PERÍODO DE REALIZAÇÃO DA FEIRA: 04 DIAS;


LOCAL DE REALIZAÇÃO: SÃO GONÇALO - RJ;

PRAZO DE CAPTAÇÃO DOS RECURSOS: 23/12/2012 A 31/12/2013.

LEI E NÚMERO DO PROCESSO DE ENQUADRAMENTO: PROJETO ENQUADRADO NO ARTIGO 18 LEI N.º 8.313, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1991, ALTERADA PELA LEI N.º 9.874, DE 23 DE NOVEMBRO DE 1999, CONFORME PORTARIA N o - 95, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2007 .

Informo que até o momento, não houve nenhuma captação de nenhum patrocínio para este projeto.

Me coloco ao inteiro dispor para envio de release detalhado e quaisquer eventuais esclarecimentos que se façam necessários através do contato:


leovieirasilva@gmail.com.br


Leo Vieira
coordenador do projeto


Escritor acadêmico;
Comendador;
Delegado Cultural adjunto pela FEBACLA;
Secretário da SAL (Sociedade de Artes e Letras de São Gonçalo);
Patrono na AGLAC (Academia Gonçalense de Ciência, Artes e Letras).